Amoras


Não faço poemas por nada.

Faço-os por ti, por sonhos,

amoras de mel...

A um passo de mim,

teus olhos invisíveis

espiam minha alma!

Tenho algo de querubim,

ouvirás vozes dos anjos.

Tenho algo de sedução,

ouvirás o pulsar das luas.

Do teu olhar vejo o anil do céu

e da luz do luar te pinto de estrelas...

O doce jogo, o sagrado,

o que importa?

Até que o coração, enfim,

brote do fermento do tempo

e volte a remirar o sol perdidamente...

Aceitarás o amor lá dentro?

Ou guardarás a liberdade

como anteparo?


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